CPI deve investigar atuação de convênios e hospitais de SP

A Câmara Municipal de São Paulo realizou hoje uma audiência pública na Comissão de Saúde com a operadora de planos de saúde Amil e o Hospital São Luiz. Na reunião, seria feita uma acareação sobre denúncias de que as duas instituições estariam se negando a cobrir e a realizar partos normais. Porém, os senhores Jorge Ferreira da Rocha e Rodrigo Gavina, representantes da Amil e do São Luís, respectivamente, não compareceram.

Segundo pesquisa feita pelo pelo Datafolha, em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), 79% dos usuários de plano de saúde enfrentam problemas com o serviço. No caso do pronto-atendimento, o índice de insatisfação chega a 80%.

Será instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar o atendimento de hospitais e convênios médicos do município de São Paulo e os mesmos serão convocados para esclarecer a atuação dos planos e dos hospitais na cidade e as denúncias de que estariam economizando dinheiro às custas das vidas das pessoas. Também foi levada em consideração a matéria da Folha sobre mães que “dão jeitinho” para serem admitidas na maternidade para fazer um parto natural (leia aqui). A obrigação contratual de muitos planos que permitem que a mulher tenha seu filho apenas por cesárea eletiva fere os direitos da mulher e do consumidor, pois não é um item claro no momento de compra do plano. Além disso, os índices de cesáreas em algumas maternidades privadas são muito mais do que alarmantes: chegam a absurdos 90%, quando o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é 15%. Nessas maternidades com altos índices de cesáreas você pode incluir: Santa Joana (93%), Santa Catarina (90%), Pró-Matre (89%), São Luiz Itaim (86%), Albert Einstein (89%). Os dados são do Sinasc (Sistema de Informação de Nascidos Vivos), de 2011. Tais índices ajudam a colocar o Brasil na triste liderança de cirurgias cesáreas, procedimento 3,5 vezes mais perigoso para mães e filhos do que um parto normal assistido.

Ao comentar os problemas para a aceitação dos partos naturais pelo convênio e dos casos de violência obstétrica, o vereador Gilberto Natalini, disse que “o que está sendo relatado é da mais profunda gravidade, é criminoso e atenta contra a ética médica e contra a vida”.  A vereadora Patrícia Bezerra conclui:”Temos que fortalecer o SUS em detrimento dos planos de saúde. Muitas vezes deixamos de ter uma rede pública boa para ter um sistema privado pífio e que age de forma criminosa”. A CPI terá participação de 9 membros e duração de 120 dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período. O pedido foi feito pela vereadora Patricia Bezerra e pelo vereador Gilberto Natalini e ainda precisa de assinaturas para ser aceito.

A íntegra da sessão pode ser vista aqui, a partir dos 28 minutos.

E se você quiser ajudar, multiplique e compartilhe a informação. Também dá para mandar um email para a vereadora dizendo que apóia a causa: vereadora@patriciabezerra.com.br

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