Neste Dia das Crianças dê aos seus filhos o melhor presente: a sua companhia!

 

Todo dia 12 de outubro é a mesma coisa: os pequenos aparecem com uma lista de presentes que leva metade da loja de brinquedos para casa. Qual pai não tentou negociar com o pequeno e ouviu o seguinte argumento: “mas eu preciso disso!”. É pai… não é fácil…

As crianças ainda não sabem a diferença entre desejo e necessidade e é essencial conversar com elas a respeito. Por outo lado, passar o dia com os filhos conversando e brincando pode ser um presente muito mais rico para a formação da crianças do que um brinquedo caro em um embrulho bonito.

Não podemos ignorar que o Dia das Crianças é  uma das datas mais importantes para o comércio. Porém, o consumismo é um hábito do adulto transferido para a criança e estimulado pelas propagandas dos meios de comunicação. “Os pais devem orientar seus filhos sobre o consumismo, deixando claro que a verdadeira felicidade não depende de bens materiais, a felicidade é um estado de ânimo que deve ser cultivado”, afirma Tânia Queiroz, pedagoga e autora do livro “Educar, uma lição de amor”, da editora Gente. Por isso é importante orientar os filhos sobre a diferença entre necessidades e desejos, e deixar claro que nem sempre todos os desejos serão satisfeitos.

Fale a língua da criança. Explique que o desejo é algo que queremos, mas que se não tivermos, a vida continuará normalmente. Precisar ou ter uma necessidade é diferente. Como os pequenos aprendem muito mais por exemplos do que apenas por conversas, a data pode ser celebrada com atividades divertidas em família e não necessariamente com brinquedos, celulares ou computadores. “Cabe aos pais celebrar o Dia da Criança com valores morais, afetivos e não consumistas, com muitas brincadeiras, jogos em família e passeios,  despertando em seus filhos consciência crítica a respeito das conseqüencias dos abusos do consumismo”, alerta a especialista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educar X Criar

É importante investir na qualidade do tempo passado com os filhos por que o ato de educar se tornou uma tarefa muito árdua para os pais e muitos confundem o ato de educar com o ato de criar. A palavra educar significa criar, nutrir, cultivar o corpo, a mente e o espírito de um ser humano.

Com mães e pais trabalhando fora para sustentar a família, o tempo de convivência familiar  e de atenção com os filhos diminuíram sensivelmente. Assim, muitos pais conseguem cumprir apenas com uma das etapas do processo de educar: o criar, ou seja, prover alimentação, roupas, estudos e demais itens essenciais para os filhos. “Assim, acham que cumprem com o seu papel, se sentem felizes, orgulhosos, se consideram bons pais, mas nem sempre conseguem cumprir com a tarefa de educar de fato os seus filhos,  ou seja, nutrir o espírito deles com valores que engrandeçam a sua alma e o seu espírito”, afirma Tânia. Por sentirem-se culpados por passar tanto tempo longe das crianças – mesmo que por um motivo justo, o trabalho e o sustento da casa -, muitos pais não conseguem exigir que seus filhos façam o que precisam fazer, como estudar e cumprir suas tarefas. Assim, sentindo-se ausentes, muitos pais trocam a presença pelo presente e não ensinam seus filhos a diferença entre o certo e o errado,  a conhecer seus direitos e deveres, a aceitar as regras e a respeitar os outros.

“Os pais carregam culpas que distorcem a realidade. Pensam que seus filhos não irão amá-los pela ausência constante e mergulham num profundo processo de compensações, deixando seus filhos fazerem o que bem entendem”, argumenta Tânia.

Acostumadas com os presentes, as criança passa a exigir mais e mais, alerta Debora Corigliano, psicopedagoga e autora do livro “Orientando Pais, Educando Filhos”, da editora Autores Associados: “A criança passa a não ter a referencia do pai, principalmente se é um menino. Quando a criança acostuma com a compensação da ausência dos pais por meio de presentes, em vez de carinhos, ela faz uso disso com o passar do tempo, exigindo muito mais. Em alguns casos o pai também perde a autoridade visto que  não é presente  no cotidiano  da criança e a mesma passa a desafiar o pai em tudo”.

É mais interessante para os filhos que os pais deixem essa culpa de lado e, apesar do cansaço do trabalho e de todas as pressões cotidianas, tentem curtir um pouco com os seus filhos, dando-lhes mais atenção. Débora explica que “é preferível pouco tempo com qualidade do que muito tempo com brigas, discussões e desarmonia familiar. É comprovado que a qualidade no relacionamento entre pai e filho, gera uma autoestima segura e isso influencia em todos os aspectos do desenvolvimento, tornando a criança mais segura, mais estável e feliz. Um pai que participa da vida do filho é reconhecido e terá nele um confidente e um porto seguro. É um investimento que vale muito e deve ser cultivado pelos pais”.

Televisão desligada, dia divertido

Se divertir com os filhos não precisa ter custo algum. Os melhores momentos são os mais simples e, muitas vezes, acontecem em casa. Dispensar a televisão em prol da convivência familiar é um ótimo começo. “Pais e filhos podem, juntos, fazer diversas coisas. Um pode permitir a participação na vida do outro, isso em qualquer idade. Um cinema juntos, um bate papo na hora de refeição, uma cabaninha feita com lençóis no meio de sala, uma história contada na hora de dormir, um banho juntos. São pequenas ações que valorizam o relacionamento e propiciam que os pais eduquem seus filhos”, explica Debora. Evite lojas e shoppings, que estão sempre associados ao consumo.

Isso não significa que o Dia das Crianças precise passar sem nenhum presentinho. Mas dê preferência aos presentes que possam ser compartilhados, que a criança precise da sua companhia ou a de um irmão ou amigo para brincar, acrescenta Debora. Brinque com ele, façam coisas interessantes e inéditas, saiam da rotina de shopping que sempre está relacionado ao consumo. Debora finaliza: “Use a criatividade e a vontade de estar ao lado do bem mais precioso que você tem: seu filho”!

A preguiça não tá com nada

Para o Dia das Crianças, deixe de lado o cansaço e a preguiça. As atividades em família podem ser uma ótima saída. Algumas ideias simples e que podem render horas de diversão:

  • Fazer em um parque próximo. Aproveite para fazer um piquenique com as crianças, levando saduíches feitos por vocês;
  • Sair para comer em um lugar que os pequenos gostem;
  • Ir para a cozinha com os pequenos e fazer um lanche ou um bolo;
  • Se tiver meninos, ir jogar futebol com eles;
  • Se tiver meninas, pode andar de bicicleta com elas;
  • Leve seu filho para fazer algo que você costuma fazer sozinho ou com os amigos. vale tudo: uma visita ao seu trabalho, uma lanchonete que você gosta, assistir um jogo de futebol, ir à feira;
  • Tem cachorro? Que tal vocês levarem o bicho para dar uma longa volta?
  • Coloque uma música, convide a mãe ou outras pessoas da família e organize um concurso de dança, um teatro ou um núero de mágica.

E lembre-se: o tempo passa tão rápido que, quando você der conta, eles já estarão grandes, saindo com os amigos e indo para a faculdade.

 

 

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